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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mar de Janeiro


Miramar

Já não sou eu que olho, o olhar desprendeu-se de mim, vai sozinho, eu fico sentado na areia grossa a ouvir só o marulho das ondas, o olhar desprendeu-se, vai pelo céu cinzento de Janeiro pousado no cinzento do mar, pousado no branco aqui à beira, tantas rochas semeadas no mar, tantas rochas semeadas na areia, aqui onde o olhar regressa por fim e se senta e se demora na bruma pousada no longe e numa capela que subiu do mar.

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